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Habitat e distribuição:
O Agave potatorum cresce de forma silvestre em regiões montanhosas e semiáridas dos estados mexicanos de Oaxaca, Puebla e Guerrero, principalmente entre 1.000 e 2.000 metros de altitude. Prefere solos bem drenados e climas secos, com temperaturas que podem variar bastante entre o dia e a noite.
Morfologia:
Esta planta forma uma roseta basal de tamanho médio, que raramente ultrapassa os 60 cm de diâmetro. Suas folhas são grossas, triangulares, de cor verde pálido a cinza-azulado, com bordas onduladas adornadas com pequenos espinhos e um espinho terminal robusto de cor escura. Uma de suas características mais notáveis é a forma quase geométrica, que a torna muito atrativa como planta ornamental.
Floração e ciclo de vida:
O Agave potatorum é monocárpico, ou seja, floresce apenas uma vez na vida. Ao atingir a maturidade (o que pode levar entre 8 e 15 anos), desenvolve um quiote ou haste floral que pode ultrapassar os 3 metros de altura. Após a floração, a planta mãe morre, mas geralmente deixa brotos na base que continuam o ciclo.
Usos tradicionais e econômicos:
Uma das variedades mais valorizadas do Agave potatorum é o Tobalá, utilizado na produção de mezcal artesanal. Este agave silvestre oferece sabores complexos e únicos, muito apreciados por mestres mezcaleiros e conhecedores desta bebida tradicional. No entanto, devido ao seu crescimento lento e à demanda crescente, o Tobalá enfrenta riscos de superexploração, tornando seu cultivo e conservação essenciais.
Conservação:
O Agave potatorum foi classificado como uma espécie vulnerável em algumas regiões, especialmente pela pressão do uso para o mezcal e pela perda de seu habitat natural. Existem atualmente projetos de cultivo controlado e reflorestamento com o objetivo de proteger a espécie sem comprometer seu aproveitamento econômico.
Referências específicas
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